o entorno (haja haja)
mais se escapa
ao olhar
do que ele atinge,
uma coisa que finge
saber o que faz.
dentro dele
somente o foco,
pra fora mais.
quanto da paisagem
se perde
na obrigação
de focar a estrada?
à primeira vista
todo olhar
é uma renúncia,
a denúncia
de uma preferência,
cheio de si
e vazio de resto.
Alex Moura
sábado, 24 de fevereiro de 2018
todas as folhas do diário de um suicida
hoje é o dia
da minha morte.
tenho tudo
sob controle.
não poderia
ser ontem,
pois não tinha
tudo sob controle.
e se hoje
ela não se consumar
não sei mais
quando será
nem quando terei
tudo sob controle
para o dia
da minha morte.
viverei para sempre
como um reles mortal
que não sabe mais
o dia da sua morte,
chorando a morte
dos outros,
mais por inveja
do que tristeza.
alex moura
hoje é o dia
da minha morte.
tenho tudo
sob controle.
não poderia
ser ontem,
pois não tinha
tudo sob controle.
e se hoje
ela não se consumar
não sei mais
quando será
nem quando terei
tudo sob controle
para o dia
da minha morte.
viverei para sempre
como um reles mortal
que não sabe mais
o dia da sua morte,
chorando a morte
dos outros,
mais por inveja
do que tristeza.
alex moura
cinzas (trombando em jeitos)
queria poder andar
assim pra sempre
ser por fora
quem mesmo sou
por dentro
mas não serei
pra sempre esse
que sou eu mesmo
e quando me vires
carregando rotinas
de cara limpa
lembre que quem sou
tem alma e cara pintada
e que por trás
desse silêncio sóbrio
explodem mil carnavais.
Alex Moura
queria poder andar
assim pra sempre
ser por fora
quem mesmo sou
por dentro
mas não serei
pra sempre esse
que sou eu mesmo
e quando me vires
carregando rotinas
de cara limpa
lembre que quem sou
tem alma e cara pintada
e que por trás
desse silêncio sóbrio
explodem mil carnavais.
Alex Moura
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