silêncio de escuro (ser das cidades)
o espaço que ocupamos
no mundo recortado
em tiras de tempo
que tiramos pra nós,
filetinho de feriado a sós.
escuro de quarto
de cortina preta
escondendo o meu mundo
entrando no seu.
o barulho que entregamos
à vizinhança
não permite a desconfiança
de que, muito mais do que grito,
produzimos gemidos de foda
em tamanha elegância
que disfarça a ânsia
dessa nossa trepada
abafada
por rock clássico.
Alex Moura
domingo, 23 de junho de 2019
quarta-feira, 19 de junho de 2019
terça-feira, 4 de junho de 2019
independência
carência de quietude,
vontade de quebrar
lâmpadas de holofote.
voltar pro dentro de mim,
opaco de tarde escura,
meio morte e meio cura
daquele que nunca
cheguei a ser.
sou agora esse silêncio
do não-dizer
e vou me deixando pra trás,
pra sempre, até nunca mais,
com mais preguiça
do que medo de morrer.
fali aquele que fui
antes daquele que esperava ser.
Alex Moura
carência de quietude,
vontade de quebrar
lâmpadas de holofote.
voltar pro dentro de mim,
opaco de tarde escura,
meio morte e meio cura
daquele que nunca
cheguei a ser.
sou agora esse silêncio
do não-dizer
e vou me deixando pra trás,
pra sempre, até nunca mais,
com mais preguiça
do que medo de morrer.
fali aquele que fui
antes daquele que esperava ser.
Alex Moura
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