domingo, 25 de outubro de 2015

Do ilimitado (Publicado - Entre o quando e o quase)

A desenfreada necessidade
que se abate na sociedade
de que tudo faça sentido
tem somente apetite moral.

E é voraz, e a tudo consome,
que se dá até pena do homem
que ousar não pensar assim:
mentalidade limite
entre princípio, meio e fim.

Obedecer os valores, senhores,
pode ser só o ato de não valorar,
e a razão da experiência humana,
como um facho de luz,
que ilumina por fora o vagão
e se apaga antes do trem acabar.

Alex Moura.
Não sou dado a convenções
nem me inclino a homenagens,
mas não nego, é verdade,
que a surpresa foi tamanha,
daquelas que só quem ganha
é capaz de mensurar.

Fui lembrado por quem amo,
que conhecendo a resistência,
com uma doce inteligência
me venceu pedindo: aceita?
Feliz dia do poeta,
que não sou dado a desfeita.

Alex Moura.
meio (trombando em jeitos)

da distância
que agora
se entranha entre nós
nasceu outra amizade
que a sua ausência
me obrigou a perceber

hoje sou o melhor amigo
dessa saudade
que eu sinto de você.

Alex Moura

domingo, 18 de outubro de 2015

Tanto já me dei
em prejuízo,
que o juízo que faço
é que não sei me dar.

Do tanto
que já fiz sofrer
me parece
que também
não sei receber.

Como quem canta
e não sabe cantar,
sou eu que amo
sem saber amar.

Alex Moura