Do capital que parou meu coração,
mais valia a mão-de-obra
de quem fez o meu caixão.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Da espera (Publicado - Entre o quando e o quase)
Até quando "De onde?"
Até quando "Pra onde?"
Até quando "Quem?"
Haverá um dia que vai além,
em que veremos tudo o que não há pra ver,
ou que não veremos o que há pra ver.
Seja o que não for,
ou o que quer que seja,
a dúvida é a véspera da certeza.
Alex Moura.
Até quando "De onde?"
Até quando "Pra onde?"
Até quando "Quem?"
Haverá um dia que vai além,
em que veremos tudo o que não há pra ver,
ou que não veremos o que há pra ver.
Seja o que não for,
ou o que quer que seja,
a dúvida é a véspera da certeza.
Alex Moura.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Aviso (Publicado - Ser das cidades)
Fiz o que não tinha que fazer
quando não fiz o que tinha que fazer.
E de não fazer os afazeres
percebi os prazeres que aqueles escondem.
Os seres, com as aparências urgentes das obrigações,
tramitam entre o fazer-acontecer
e a impossibilidade do não-fazer,
enquanto aguardam os dias em que as urbes avisem
no meio da vida acontecendo:
Sorria, você está sendo!
Alex Moura.
Fiz o que não tinha que fazer
quando não fiz o que tinha que fazer.
E de não fazer os afazeres
percebi os prazeres que aqueles escondem.
Os seres, com as aparências urgentes das obrigações,
tramitam entre o fazer-acontecer
e a impossibilidade do não-fazer,
enquanto aguardam os dias em que as urbes avisem
no meio da vida acontecendo:
Sorria, você está sendo!
Alex Moura.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
O ser (Publicado - Entre o quando e o quase)
Acordar tem sido um acordo
entre o ser e o não-ser.
Ainda que não se saiba o que somos,
vai-se sendo até não ser.
Mas quando não se quer ser
até ser tudo que se tem pra ser?
Vai-se sendo o que um outro é?
Vai-se sendo o que um outro quer?
O ser humano é?
Não acredito em crises existenciais,
mas que elas existem, existem.
Alex Moura
Acordar tem sido um acordo
entre o ser e o não-ser.
Ainda que não se saiba o que somos,
vai-se sendo até não ser.
Mas quando não se quer ser
até ser tudo que se tem pra ser?
Vai-se sendo o que um outro é?
Vai-se sendo o que um outro quer?
O ser humano é?
Não acredito em crises existenciais,
mas que elas existem, existem.
Alex Moura
quinta-feira, 17 de julho de 2014
A fila da morte (Cozinhando o golpe)
Quero bendizer o maldito,
maldizer o bendito,
e não entrar na estrada comum,
que transporta a maioria
com seus entolhos
lhes negando outras perspectivas.
Temem o castigo
como os enfileirados de Bergman.
Suas estruturas, arcaicas, duras,
não lhes permitem a percepção
dos entolhos,
e vivem vociferando,
cobrando dentes e olhos.
Alex Moura.
Quero bendizer o maldito,
maldizer o bendito,
e não entrar na estrada comum,
que transporta a maioria
com seus entolhos
lhes negando outras perspectivas.
Temem o castigo
como os enfileirados de Bergman.
Suas estruturas, arcaicas, duras,
não lhes permitem a percepção
dos entolhos,
e vivem vociferando,
cobrando dentes e olhos.
Alex Moura.
terça-feira, 20 de maio de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
mente (Trombando em jeitos) - (para o Guilherme)
sentado à beira
do abismo gigante,
mais pai, menos infante,
vislumbro o que de baixo
não é vislumbrável.
vista de gente grande,
visão adulta, mente criança,
porque mente não matura.
porque mente quem matura
sentado à beira
do abismo gigante,
mais pai, menos infante,
vislumbro o que de baixo
não é vislumbrável.
vista de gente grande,
visão adulta, mente criança,
porque mente não matura.
porque mente quem matura
hoje tanto quanto antes,
porque é mente criança
a mente de gente grande.
Alex Moura
porque é mente criança
a mente de gente grande.
Alex Moura
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