Tempo (Publicado - Entre o quando e o quase)
O erro do traçado,
a linha imaginária habitada na ideia,
cheia de datas, acertos e erratas.
Viver não é linear, é rizoma.
Não é fila indiana, mas abraço coletivo:
viver assim é o que deixa vivo.
Não é, e assim sabemos,
aquela eterna experiência linda,
mas é contínua e resiste.
Viver tá no gerúndio,
porque estar morrendo é viver ainda.
Alex Moura
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
De tristeza ninguém mais chora (Publicado - Ser das cidades)
Já tem som de sonho
vindo do alto desse cordão.
Vestir a fantasia na realidade
e transformar, em majestade,
minorias,
pelo menos por quatro dias.
E quando ao fim
desse sonho cadente
o canto encantado
de um folião contente
atravessa a realidade
e vai propagando,
o cordão segue pra sempre
cantando entre as vielas
de um universo que já
lhe fez muito mal,
e a partir desse dia
as cinzas voaram
e nunca mais deixou
de ser carnaval.
Alex Moura
Já tem som de sonho
vindo do alto desse cordão.
Vestir a fantasia na realidade
e transformar, em majestade,
minorias,
pelo menos por quatro dias.
E quando ao fim
desse sonho cadente
o canto encantado
de um folião contente
atravessa a realidade
e vai propagando,
o cordão segue pra sempre
cantando entre as vielas
de um universo que já
lhe fez muito mal,
e a partir desse dia
as cinzas voaram
e nunca mais deixou
de ser carnaval.
Alex Moura
Todos os mundos (Publicado - Ser das cidades)
O móvel e o estático,
vidas atravessando ruas,
tristezas subindo elevadores.
Alegrias tomando ônibus
e desejos descendo dele.
Preocupações se amontoam
em balcão de bar
e esperanças aguardam
fechar o sinal.
Tudo numa pressa cotidiana,
num andar a mais,
num passo à frente,
dureza de coisa
esmagando gente.
De repente sim e não de repente,
o mundo de cada um é diferente.
Alex Moura
O móvel e o estático,
vidas atravessando ruas,
tristezas subindo elevadores.
Alegrias tomando ônibus
e desejos descendo dele.
Preocupações se amontoam
em balcão de bar
e esperanças aguardam
fechar o sinal.
Tudo numa pressa cotidiana,
num andar a mais,
num passo à frente,
dureza de coisa
esmagando gente.
De repente sim e não de repente,
o mundo de cada um é diferente.
Alex Moura
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