quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

profeta (Trombando em jeitos)


corto uma veia
do meu braço,
me desconstruo
me construindo.
roupagem de muda,
cobra, coleiro,
cobreiro nobre
que me desnuda.
sem couro, pele,
sem pena, pelo,
apelo ao pelo
que me cubra então.

tudo passa
e nada fica,
e me vem à mente
a obrigação
de ser semente
que não se mente,
que germina
sem ter bom chão,
mas quem não mente no final,
que finalmente diga
se eu sou quem penso ser ou não.

Alex Moura.

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