Andando a ermo (Publicado - Ser das cidades)
O barulho que falta à cidade
num terno dia de feriado
esconde-se nas bocas caladas
dos apartamentos
e nos motores desligados
dos automóveis.
Ansioso por despertar,
o ruído, que se encontra
escondido,
povoa somente a cabeça do
poeta,
que com a cidade na mente,
vomita à caneta o ruído ausente.
Ninguém ouve,
ninguém lê,
ninguém vai saber
como o poeta se sente.
Alex Moura
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
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