domingo, 25 de outubro de 2015

Do ilimitado (Publicado - Entre o quando e o quase)

A desenfreada necessidade
que se abate na sociedade
de que tudo faça sentido
tem somente apetite moral.

E é voraz, e a tudo consome,
que se dá até pena do homem
que ousar não pensar assim:
mentalidade limite
entre princípio, meio e fim.

Obedecer os valores, senhores,
pode ser só o ato de não valorar,
e a razão da experiência humana,
como um facho de luz,
que ilumina por fora o vagão
e se apaga antes do trem acabar.

Alex Moura.

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