sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Todos os mundos (Publicado - Ser das cidades)

O móvel e o estático,
vidas atravessando ruas,
tristezas subindo elevadores.
Alegrias tomando ônibus
e desejos descendo dele.
Preocupações se amontoam
em balcão de bar
e esperanças aguardam
fechar o sinal.

Tudo numa pressa cotidiana,
num andar a mais,
num passo à frente,
dureza de coisa
esmagando gente.

De repente sim e não de repente,
o mundo de cada um é diferente.

Alex Moura

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