quarta-feira, 29 de junho de 2016

Ao vivo ou não (Publicado - Ser das cidades)

Vulneráveis a todo instante,
câmeras de segurança
não seguram nada,
transmitem para meio mundo
aquilo que não puderam segurar.

Epifania popular achar
que frames de segundos
garantem proteção.
Não!
Câmeras que miram rua
miram vítimas: seja a que morre,
seja a que mata.

Crime, ameaça, insegurança
nascem nos palácios reservados,
as câmeras miram os seus fins
de costas para os seus guardados.

Alex Moura

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