segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Os prazos perdidos

só tenho
acesso ao descanso
quando o cansaço
se encarrega
de fechar-me os olhos

quando não
mato o galo
de madrugada
e começo uma festa
dentro de mim
regada a pensamento alto
e a uma ansiedade
que não tem mais fim

não que eu queira
que seja assim
é que descanso
quase sempre
não parece direito
mas privilégio

eu já sabia
lá nos tempos
de colégio
que tem galo
que não canta nunca

Alex Moura

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