Os prazos perdidos
só tenho
acesso ao descanso
quando o cansaço
se encarrega
de fechar-me os olhos
quando não
mato o galo
de madrugada
e começo uma festa
dentro de mim
regada a pensamento alto
e a uma ansiedade
que não tem mais fim
não que eu queira
que seja assim
é que descanso
quase sempre
não parece direito
mas privilégio
eu já sabia
lá nos tempos
de colégio
que tem galo
que não canta nunca
Alex Moura
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário