terça-feira, 4 de junho de 2019

independência

carência de quietude,
vontade de quebrar
lâmpadas de holofote.
voltar pro dentro de mim,
opaco de tarde escura,
meio morte e meio cura
daquele que nunca
cheguei a ser.

sou agora esse silêncio
do não-dizer
e vou me deixando pra trás,
pra sempre, até nunca mais,
com mais preguiça
do que medo de morrer.
fali aquele que fui
antes daquele que esperava ser.

Alex Moura

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