Eu não me entendo,
assim como não entendo nada.
Às vezes algo faz algum sentido,
daí espocam sorrisos e entusiasmo,
mas é um sentido breve,
crisálida ávida pra se destruir.
Um sentido desconfiado,
uma desconfiança de que fazer
sentido não faz sentido.
Não que a vida só valha a pena
quando tudo é mesmo acaso,
mas nesse caso é quando eu
mais me aguento, e minha vida
deixa de ser demoramento.
Alex Moura
sábado, 5 de março de 2016
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário