terça-feira, 5 de abril de 2016

das lembranças (trombando em jeitos)

Considerando o relativismo,
prefiro falar do lado bom
da saudade.

Linha-rizoma de tempo
que reserva a determinados momentos
urgências de felicidade.

Eu,
estranho no ninho,
peixe fora d'água,
não nego o prazer do momento,
mas ele existe em si e acaba,

no entanto,
mais do que seu instante,
limite que não avança,
prefiro a eterna saudade
do bem-estar que me ficou na lembrança.

Alex Moura

Nenhum comentário:

Postar um comentário