sexta-feira, 1 de abril de 2016

Minério (Publicado - Entre o quando e o quase)

Angústia de estar só em mim
e nem assim combater os meus medos,
galopantes tormentos quando limites-represa
transbordam tsunâmicas ansiedades.

Não há como fugir pras montanhas.
Nenhum lugar é alívio seguro.
Não há como subir precipícios,
mas há como deles pular depois de tentar resgatar
lamas de serotonina do meu volume morto.

Absorto, tento extrair a razão,
virtude de aluvião, acalmar o estopim
e voltar pro lugar mais seguro de mim.

Alex Moura

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