terça-feira, 31 de maio de 2016

Recortei da madrugada
o barulho que fiz
e colei em uma pálida
página dessa escura manhã.
Manhãs escuras talvez
sejam pra isso: destacar desperdício.

Semanticamente, a pena que
escreve a pena que sente
vem ainda úmida e quente
de tanto potencial transbordado.

Acordei, me percebi errado,
preferia nem ter acordado.

Alex Moura

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