Sentindo a existência (Publicado - Ser das cidades)
Venta na varanda,
tanto que a superfície
da cerveja no copo
se inquieta em espasmos.
Noite posta,
no entanto, nos prédios
que consomem céu
há mais janelas apagadas
do que acesas.
Quieto, quero só observar,
observo, me querendo invisível,
pequeno, imperceptível,
tal qual gato em caixa de sapato.
Tanto não me movo,
que posso me sentir existindo.
Fali na pretensão de grandeza
e foi essa minha maior virtude.
Alex Moura
sexta-feira, 13 de maio de 2016
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