Refúgios elétricos (Ser das cidades)
A periferia como coisa que sobra,
obra em camada de valência,
distante do núcleo
à margem das aparências.
Atônitos, átomos que somos,
perdendo aquilo que tínhamos
nos resta o êxodo dos restos,
refugiados elétricos.
Partimos de um porto de cátions
e embarcamos futuros
em nosso mar de elétrons.
Alex Moura
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
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