Liberdade ainda
ouve-se ao fundo
um clamor
por liberdade.
invade um desejo
de ser de ninguém.
sussurros
sobem ladeiras,
cochicham discretos
e chegam ao alto
completos com gritos,
seja inconfidente
ou de quem,
absurdamente,
nem era
considerado gente.
essa cidade
que reza e conspira.
não há uma parede
que não fale
em Ouro preto.
silêncios, se há,
são invisíveis.
Alex Moura
terça-feira, 24 de julho de 2018
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