presente (as várias noites de um mesmo dia)
uma flecha
no início
do poema
ela percorre
o tempo
da quarentena
precisamos
saber
quem seremos
sem sequer
entender
quem fomos
o novo normal
não
me resgatará,
serei
velha guarda
daquilo que já foi
não há reabertura,
lenta, gradual ou segura,
que me leve
de volta
pra onde eu estive
a flecha não cairá
e o mundo
voltará menor.
Alex Moura

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