de dentro (as várias noites de um mesmo dia)
os objetos não mudaram
o que mudou foi o sentir,
um empirismo revelado,
a observação de dentro,
guardado do outro lado.
cada vez mais sozinho,
errado,
ouvindo de dentro
o baile que torci
pra não ser convidado.
eu não sei
dançar essa música,
me falta ar
pra acompanhar o compasso.
e sem saber
muito bem o que faço,
vou vivendo
um esforço hercúleo
pra evitar julgamento,
transitando entre
memória, saudade e testamento.
Alex Moura

Nenhum comentário:
Postar um comentário