Atraquei em teu porto,
foi ontem, cheguei com
estivas pesadas incapaz
de mantê-las erguidas nos
braços e buscava alívio.
A previsão do meu tempo
era nebulosa, céu cinzento
com possibilidade de mágoa
no final do período; a água
cairia do céu à minha previsão.
Vieste a mim e arrancaste
o casaco da insegurança,
felpudo,
cheio,
com mangas enormes;
o medo era meu, só meu,
não seu.
Agarrei-me em suas otimistas previsões,
teu ar era céu claro, dia de sol bem raro
na região da minha vida.
Saí do meio da frente fria que seguia
friamente à frente, mas agora sem mim;
e quando parti minha previsão era boa,
fui tomado de um calor abrasador
notando que agora eu tinha à minha volta
a sua maravilhosa atmosfera.
Alex Moura
terça-feira, 28 de julho de 2009
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