terça-feira, 28 de julho de 2009

Inseguro

Um amor que chora,
chora chuva, brada trovões,
um amor tão puro com
medo; medo da água e do
fogo; medo da terra e do mar.

Tal amor se protegendo de
si mesmo, não voa para
não cair, torna-se seguro
na sua insegurança de amar.

Esse amor que não vive,
descarta sua plenitude,
feriu-se e não quer mais
lutar; um amor que é
puro, mas não sente a
pureza dos pés descalços;
o amor existe, mas está calçado.

Alex Moura

Nenhum comentário:

Postar um comentário