Um amor que chora,
chora chuva, brada trovões,
um amor tão puro com
medo; medo da água e do
fogo; medo da terra e do mar.
Tal amor se protegendo de
si mesmo, não voa para
não cair, torna-se seguro
na sua insegurança de amar.
Esse amor que não vive,
descarta sua plenitude,
feriu-se e não quer mais
lutar; um amor que é
puro, mas não sente a
pureza dos pés descalços;
o amor existe, mas está calçado.
Alex Moura
terça-feira, 28 de julho de 2009
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