A palavra é uma navalha
e eu não sei tratar com ela;
as cicatrizes de minha boca
não saram, porque as palavras
não param de nascer em mim.
Eu não sei ser pai da
palavra, o aborto das letras
é inevitável.
Cadê o engenho?
Eu já disse, não tenho!
Eu só sei sofrer com as palavras.
Não! Não espere que eu diga mais
nada, porque decerto eu direi
a errada, eu não sei tratar com a
palavra, eu juro. Palavra.
Alex Moura
terça-feira, 28 de julho de 2009
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